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OS NOVOS ESPAÇOS DE ATUAÇÃO DO EDUCADOR COM AS TECNOLOGIAS

José Manuel Moran

José Manuel Moran

 

Texto publicado nos anais do 12º Endipe – Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino, in ROMANOWSKI, Joana Paulin et al (Orgs). Conhecimento local e conhecimento universal: Diversidade, mídias e tecnologias na educação. vol 2, Curitiba, Champagnat, 2004, páginas 245-253 - jmmoran@usp.br


Resumo

 A Internet e as novas tecnologias estão trazendo novos desafios pedagógicos para as universidades e escolas. Os professores, em qualquer curso presencial, precisam aprender a gerenciar vários espaços e a integrá-los de forma aberta, equilibrada e inovadora. O primeiro espaço é o de uma nova sala de aula melhor equipada e com atividades diferentes. Em alguns momentos o professor leva seus alunos ao laboratório conectado à Internet para desenvolver atividades de pesquisa e de domínio das tecnologias (segundo espaço). Estas atividades se ampliam a distância, nos ambientes virtuais de aprendizagem conectados à Internet, o que permite diminuir o número de aulas e continuar aprendendo juntos a distância (terceiro espaço). Os cursos precisam prever espaços e tempos de contato com a realidade, de experimentação e de inserção em ambientes profissionais e informais em todas as matérias e ao longo de todos os anos (quarto espaço). Uma das tarefas mais importantes das universidades, escolas e secretarias de educação hoje é planejar e flexibilizar, no currículo de cada curso, o tempo de presença física em sala de aula e o tempo de aprendizagem virtual e como integrar de forma criativa e inovadora esses espaços e tempos.

 Palavras-chave: Novas tecnologias, educação, ensino superior, didática


Uma das reclamações generalizadas de escolas e universidades é de que os alunos não agüentam mais nossa forma de dar aula. Os alunos reclamam do tédio de ficar ouvindo um professor falando na frente por horas, da rigidez dos horários, da distância entre o conteúdo das aulas e a vida.

Colocamos tecnologias na universidade e nas escolas, mas, em geral, para continuar fazendo o de sempre – o professor falando e o aluno ouvindo – com um verniz de modernidade. As tecnologias são utilizadas mais para ilustrar o conteúdo do professor do que para criar novos desafios didáticos.

O cinema, o rádio, a televisão trouxeram desafios, novos conteúdos, histórias, linguagens. Esperavam-se muitas mudanças na educação, mas as mídias sempre foram incorporadas marginalmente. A aula continuou predominantemente oral e escrita, com pitadas de audiovisual, como ilustração. Alguns professores utilizavam vídeos, filmes, em geral como ilustração do conteúdo, como complemento. Eles não modificavam substancialmente o ensinar e o aprender, davam um verniz de novidade, de mudança, mas era mais na embalagem.

O computador trouxe uma série de novidades, de fazer mais rápido, mais fácil. Mas durante anos continuo sendo utilizado mais como uma ferramenta de apoio ao professor e ao aluno. As atividades principais ainda estavam focadas na fala do professor e na relação com os textos escritos.

Hoje, com a Internet e a fantástica evolução tecnológica, podemos aprender de muitas formas, em lugares diferentes, de formas diferentes. A sociedade como um todo é um espaço privilegiado de aprendizagem. Mas ainda é a escola a organizadora e certificadora principal do processo de ensino-aprendizagem.

Ensinar e aprender estão sendo desafiados como nunca antes. Há informações demais, múltiplas fontes, visões diferentes de mundo. Educar hoje é mais complexo porque a sociedade também é mais complexa e também o são as competências necessárias. As tecnologias começam a estar um pouco mais ao alcance do estudante e do professor. Precisamos repensar todo o processo, reaprender a ensinar, a estar com os alunos, a orientar atividades, a definir o que vale a pena fazer para aprender, juntos ou separados.

Com a Internet e outras tecnologias surgem novas possibilidades de organização das aulas dentro e fora da Universidade. Podemos ter uma parte das aulas de forma virtual ou freqüentar cursos a distância. Como uma universidade e seus professores podem se organizar para  estas mudanças inevitáveis, da forma mais adequada, equilibrada e coerente? Por onde começar e continuar?

A sala de aula é o espaço privilegiado quando pensamos em escola, em    aprendizagem. Esta nos remete a um professor na nossa frente, a muitos alunos sentados em cadeiras olhando para o professor, uma mesa, um quadro negro e, às vezes, um vídeo ou computador.

Com a Internet e as redes de comunicação em tempo real, surgem novos  espaços importantes para o processo de ensino-aprendizagem, que modificam e ampliam o que fazíamos na sala de aula.

Abrem-se novos campos na educação on-line, através da Internet, principalmente na educação a distância.  Mas também na educação presencial a chegada da Internet está trazendo novos desafios para a sala de aula, tanto tecnológicos como pedagógicos.

O professor, em qualquer curso presencial, precisa hoje aprender a gerenciar vários espaços e a integrá-los de forma aberta, equilibrada e inovadora. O primeiro espaço é o de uma nova sala de aula equipada e com atividades diferentes, que se integra com a ida ao laboratório para desenvolver atividades de pesquisa e de domínio técnico-pedagógico. Estas atividades se ampliam e complementam a distância, nos ambientes virtuais de aprendizagem e se complementam com espaços e tempos de experimentação, de conhecimento da realidade, de inserção em ambientes profissionais e informais.

Antes o professor só se preocupava com o aluno em sala de aula. Agora, continua com o aluno no laboratório (organizando a pesquisa), na Internet (atividades a distância) e no acompanhamento das práticas, dos projetos, das experiências que ligam o aluno à realidade, à sua profissão (ponto entre a teoria e a prática).

Antes o professor se restringia ao espaço da sala de aula. Agora precisa aprender a gerenciar também atividades a distância, visitas técnicas, orientação de projetos e tudo isso fazendo parte da carga horária da sua disciplina, estando visível na grade curricular, flexibilizando o tempo de estada em aula e incrementando outros espaços e tempos de aprendizagem.

Educar com qualidade implica em ter acesso e competência para organizar e gerenciar as atividades didáticas em, pelo menos, quatro espaços:

A sala de aula será, cada vez mais, um ponto de partida e de chegada, um espaço importante, mas que se combina com outros espaços para ampliar as possibilidades de atividades de aprendizagem.

   O que deve ter uma sala de aula para uma educação de qualidade?

   Precisa fundamentalmente de professores bem preparados,  motivados, e      bem remunerados e com formação pedagógica atualizada. Isso é incontestável.

Precisa também de salas confortáveis, com boa acústica e tecnologias, das   simples até as sofisticadas. Uma sala de aula hoje precisa ter acesso fácil ao vídeo, DVD e, no mínimo, um ponto de Internet, para acesso a sites em tempo real pelo professor ou pelos alunos, quando necessário.

Um computador em sala com projetor multimídia são recursos necessários, embora ainda caros, para oferecer condições dignas de pesquisa e apresentação de trabalhos a professores e alunos. São poucos os cursos até agora bem equipados, mas, se queremos educação de qualidade, uma boa infra-estrutura torna-se cada vez mais necessária. 

Um projetor multimídia com acesso a Internet permite que o professores e alunos mostrem simulações virtuais, vídeos, jogos, materiais em CD, DVD, páginas WEB ao vivo. Serve como apoio ao professor, mas também para a visualização de trabalhos dos alunos, de pesquisas, de atividades realizadas no ambiente virtual de aprendizagem (um fórum previamente realizado, por exemplo). Podem ser mostrados jornais on-line, com notícias relacionadas com o assunto que está sendo tratado em classe. Os alunos podem contribuir com suas próprias pesquisas on-line. Há um campo de possibilidades didáticas até agora pouco desenvolvidas, mesmo nas salas que detêm esses equipamentos.

Essa infra-estrutura deve estar a serviço de mudanças na postura do professor, passando de ser uma “babá”, de dar tudo pronto, mastigado, para ajudá-lo, de um lado, na organização do caos informativo, na gestão das contradições dos valores e visões de mundo, enquanto, do outro lado, o professor provoca o aluno, o “desorganiza”, o desinstala, o estimula a mudanças, a não permanecer acomodado na primeira síntese.

Do ponto de vista metodológico o professor precisa aprender a equilibrar processos de organização e de “provocação” na sala de aula. Uma das dimensões fundamentais do educar é ajudar a encontrar uma lógica dentro do caos de informações que temos, organizar numa síntese coerente (mesmo que momentânea) das informações dentro de uma área de conhecimento. Compreender é organizar, sistematizar, comparar, avaliar, contextualizar. Uma segunda dimensão pedagógica procura questionar essa compreensão, criar uma tensão para superá-la, para modificá-la, para avançar para novas sínteses, novos momentos e formas de compreensão. Para isso o professor precisa questionar, tensionar, provocar o nível da compreensão existente.

Predomina a organização no planejamento didático quando o professor trabalha com esquemas, aulas expositivas, apostilas, avaliação tradicional. O professor que dá tudo mastigado para o aluno, de um lado facilita a compreensão; mas, por outro, transfere para o aluno, como um pacote pronto, o nível de conhecimento de mundo que ele tem.

Predomina a “desorganização” no planejamento didático quando o professor trabalha encima de experiências, projetos, novos olhares de terceiros: artistas, escritores…

Em qualquer área de conhecimento podemos transitar entre a organização da aprendizagem e a busca de novos desafios, sínteses. Há atividades que facilitam a organização e outras a superação. O relato de experiências diferentes das do grupo, uma entrevista polêmica podem desencadear novas questões, expectativas, desejos. Mas também há relatos de experiências ou entrevistas que servem para confirmar nossas idéias, nossas sínteses, para reforçar o que já conhecemos.

Por exemplo, na utilização do vídeo na escola, vejo dois momentos ou focos que podem alternar-se e combinar-se equilibradamente:

1)     Quando o vídeo provoca, sacode, provoca inquietação e  serve como abertura para um tema, como uma sacudida para a nossa inércia. Ele age como tensionador, na busca de novos posicionamentos, olhares, sentimentos, idéias e valores. O contato de professores e alunos com bons filmes, poesias, contos, romances, histórias, pinturas alimenta o questionamento de pontos de vista formados, abre novas perspectivas de interpretação, de olhar, de perceber, sentir e de avaliar com mais profundidade.

2)    Quando o vídeo serve para confirmar uma teoria, uma síntese, um olhar específico com o qual já estamos trabalhando. É o vídeo que ilustra, amplia, exemplifica.

O vídeo e as outras tecnologias tanto podem ser utilizados para organizar como para desorganizar o conhecimento. Depende de como e quando os utilizamos.

Educar um processo dialético, quando bem realizado, mas que, em muitas situações concretas, se vê diluído pelo peso da organização, da massificação, da burocratização, da “rotinização”, que freia o impulso questionador, superador, inovador.

Um dia todas as salas de aula estarão conectadas às redes de comunicação instantânea. Como isso ainda está distante, é importante que cada professor programe em uma de suas primeiras aulas uma visita com os alunos ao “laboratório de informática”, a uma sala de aula com micros suficientes conectados à Internet. Nessa aula (uma ou duas) o professor pode orientá-los a fazer pesquisa na Internet, a encontrar os materiais mais significativos para a área de conhecimento que ele vai trabalhar com os alunos; a que aprendam a distinguir informações relevantes de informações sem referência. Ensinar a pesquisar na WEB ajuda muito aos alunos na realização de atividades virtuais depois, a sentir-se seguros na pesquisa individual e grupal.

Uma outra atividade importante nesse momento é a capacitação para o uso das tecnologias necessárias para acompanhar o curso em seus momentos virtuais: conhecer a plataforma virtual, as ferramentas, como se coloca material, como se enviam atividades, como se participa num fórum, num chat, tirar dúvidas técnicas. Esse contato com o laboratório é fundamental porque há alunos pouco familiarizados com essas novas tecnologias e para que todos tenham uma informação comum sobre as ferramentas, sobre como pesquisar e sobre os materiais virtuais do curso.

Tudo isto pressupõe que os professores foram capacitados antes para fazer esse trabalho didático com os alunos no laboratório e nos ambientes virtuais de aprendizagem (o que muitas vezes não acontece).

Quando temos um curso parcialmente presencial podemos organizar os encontros ao vivo como pontuadores de momentos marcantes. Primeiro, nos encontramos fisicamente para facilitar o conhecimento mútuo de professores e alunos. Ao vivo é muito mais fácil que a distância e confiamos mais rapidamente ao estar ao lado da pessoa como um todo, ao vê-la, ouvi-la, senti-la. Depois, é mais fácil explicar e organizar o processo de aprendizagem, esclarecer, tirar dúvidas, organizar grupos, discutir propostas. É muito mais fácil também aprender a utilizar os ambientes tecnológicos da educação on-line. Podemos ir a um laboratório e nivelar os alunos, os que sabem se sentam junto com os que sabem menos e todos aprendem juntos. No presencial também é mais fácil motivar os alunos, atender às demandas específicas, fazer os ajustes necessários no programa.

O foco do curso deve ser o desenvolvimento de pesquisa, fazer do aluno um parceiro-pesquisador. Pesquisar de todas as formas, utilizando todas as mídias, todas as fontes, todas as formas de interação. Pesquisar às vezes todos juntos, outras em pequenos grupos, outras individualmente. Pesquisar às vezes na escola; outras, em outros espaços e tempos. Combinar pesquisa presencial e virtual. Comunicar os resultados da pesquisa para todos e para o professor. Relacionar os resultados, compará-los, contextualizá-los, aprofundá-los, sintetizá-los.

Mais tarde, depois de uma primeira etapa de aprendizagem on-line, a volta ao presencial adquire uma outra dimensão. É um reencontro tanto intelectual como afetivo. Já nos conhecemos, mas fortalecemos esses vínculos; trocamos experiências, vivências, pesquisas. Aprendemos juntos, tiramos dúvidas coletivas, avaliamos o processo virtual. Fazemos novos ajustes. Explicamos o que acontecerá na próxima etapa e motivamos os alunos para que continuem pesquisando, se encontrando virtualmente, contribuindo.

Os próximos encontros presenciais já devem trazer maiores contribuições dos alunos, dos resultados de pesquisas, de projetos, de solução de problemas, entre outras formas de avaliação.

Os alunos já se conhecem, já tem as informações básicas de como pesquisar e de como utilizar os ambientes virtuais de aprendizagem. Agora já podem iniciar a parte a distância do curso, combinando momentos em sala de aula com atividades de pesquisa, comunicação e produção a distância, individuais, em pequenos grupos e todos juntos.

O professor precisa hoje adquirir a competência da gestão dos tempos a distância combinado com o presencial. O que vale a pena fazer pela Internet que ajuda a melhorar a aprendizagem, que mantém a motivação, que traz novas experiências para a classe, que enriquece o repertório do grupo.

Os ambientes virtuais aqui complementam o que fazemos em sala de aula. O professor e os alunos são “liberados” de algumas aulas presenciais e precisam aprender a gerenciar classes virtuais, a organizar atividades que se encaixem em cada momento do processo e que dialoguem e complementem o que estamos fazendo na sala de aula e no laboratório. Começamos algumas atividades na sala de aula: informações básicas de um tema, organização de grupos, explicitar os objetivos da pesquisa, tirar as dúvidas iniciais. Depois vamos para a Internet e orientamos e acompanhamos as pesquisas que os alunos realizam individualmente ou em pequenos grupos. Pedimos que os alunos coloquem os resultados em uma página, um portfólio ou que nos as enviem virtualmente, dependendo da orientação dada. Colocamos um tema relevante para discussão no fórum ou numa lista e procuramos acompanhá-la sem sermos centralizadores nem omissos. Os alunos se posicionam primeiro e, depois, fazemos alguns comentários mais gerais, incentivamos, reorientamos algum tema que pareça prioritário, fazemos sínteses provisórias do andamento das discussões ou pedimos que alguns alunos o façam.

Podemos convidar um colega, um pesquisador ou um especialista para um debate com os alunos num chat, realizando uma entrevista a distância, atuando como mediadores. Os alunos gostam de participar deste tipo de atividade.

Nós mesmos, professores, podemos marcar alguns tempos de atendimento semanais, se o acharmos conveniente, para tirar dúvidas on-line, para atender grupos, acompanhar o que está sendo feito pelos alunos. Sempre que possível incentivaremos os alunos a que criem seu portfólio, seu espaço virtual de aprendizagem próprio e que disponibilizem o acesso aos colegas, como forma de aprender colaborativamente.

Dependendo do número de horas virtuais, a integração com o presencial é mais fácil, Um tópico discutido no fórum pode ser aprofundado na volta à sala de aula, tornando mais claros os pontos de divergência que havia no virtual.

Creio que há três campos importantes para as atividades virtuais: o da pesquisa, o da comunicação e o da produção. Pesquisa individual de temas, experiências, projetos, textos. Comunicação, realizando debates off e on-line sobre esses temas e experiências pesquisados. Produção, divulgando os resultados no formato multimídia, hipertextual, “linkada” e publicando os resultados para os colegas e, eventualmente, para a comunidade externa ao curso.

A Internet favorece a construção colaborativa, o trabalho conjunto entre professores e alunos, próximos física ou virtualmente. Podemos participar de uma pesquisa em tempo real, de um projeto entre vários grupos, de uma investigação sobre um problema de atualidade. O importante é combinar o que podemos fazer melhor em sala de aula: conhecer-nos, motivar-nos, reencontrar-nos, com o que podemos fazer a distância pela lista, fórum ou chat – pesquisar, comunicar-nos e divulgar as produções dos professores e dos alunos.

É fundamental hoje pensar o currículo de cada curso como um todo, e planejar o tempo de presença física em sala de aula e o tempo de aprendizagem virtual. A maior parte das disciplinas pode utilizar parcialmente atividades a distância. Algumas que exigem menos laboratório ou estar juntos fisicamente podem ter uma carga maior de atividades e tempo virtuais. A flexibilização de gestão de tempo, espaços e atividades é necessária, principalmente no ensino superior ainda tão engessado, burocratizado e confinado à monotonia da fala do professor num único espaço que é o da sala de aula.

Os cursos de formação, os de longa duração, como os de graduação, precisam ampliar o conceito de integração de reflexão e ação, teoria e prática, sem confinar essa integração somente ao estágio, no fim do curso. Todo o currículo pode ser pensando em inserir os alunos em ambientes próximos da realidade que ele estuda, para que possam sentir na prática o que aprendem na teoria e trazer experiências, cases, projetos do cotidiano para a sala de aula. Em algumas áreas, como administração, engenharia, parece mais fácil e evidente essa relação, mas é importante que aconteça em todos os cursos e em todas as etapas do processo de aprendizagem, levando em consideração as peculiaridades de cada um.

Se os alunos fazem pontes entre o que aprendem intelectualmente e as situações reais, experimentais, profissionais ligadas aos seus estudos, a aprendizagem será mais significativa, viva, enriquecedora. As universidades e os professores precisam organizar nos seus currículos e cursos atividades integradoras da prática com a teoria, do compreender com o vivenciar, o fazer e o refletir, de forma sistemática, presencial e virtualmente, em todas as áreas e ao longo de todo o curso.

A Internet e as novas tecnologias estão trazendo novos desafios pedagógicos para as universidades e escolas. Os professores, em qualquer curso presencial, precisam aprender a gerenciar vários espaços e a integrá-los de forma aberta, equilibrada e inovadora. O primeiro espaço é o de uma nova sala de aula equipada e com atividades diferentes, que se integra com a ida ao laboratório conectado em rede para desenvolver atividades de pesquisa e de domínio técnico-pedagógico. Estas atividades se ampliam a distância, nos ambientes virtuais de aprendizagem conectados à Internet e se complementam com espaços e tempos de experimentação, de conhecimento da realidade, de inserção em ambientes profissionais e informais.

É fundamental hoje planejar e flexibilizar, no currículo de cada curso, o tempo e as atividades de presença física em sala de aula e o tempo e as atividades de aprendizagem conectadas, a distância. Só assim avançaremos de verdade e poderemos falar de qualidade na educação e de uma nova didática.

 

Bibliografia

AZEVÊDO, Wilson. A vanguarda (tecnológica) do atraso (pedagógico): impressões de um educador online a partir do uso de ferramentas de courseware.  Disponível em  <www.aquifolium.com.br/educacional/artigos/vanguarda.html>. Acesso em: 18/01/2004.

BELLONI, Maria Luisa. Educação a distância. Campinas: Autores Associados, 1999.

LITWIN, Edith (org). Educação a distância; temas para o debate de uma nova agenda educativa. Porto Alegre: Artmed, 2000.

LUCENA, Carlos & FUKS, Hugo. A educação na era da Internet. Rio de Janeiro: Clube do Futuro, 2000.  

MORAN, José Manuel, MASETTO, Marcos & BEHRENS, Marilda. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 15a ed. São Paulo: Papirus, 2008.

_____________________. Textos sobre Tecnologias e Comunicação in www.eca.usp.br/prof/moran

PALLOFF, Rena M. & PRATT, Keith. Construindo comunidades de aprendizagem no ciberespaço – Estratégias eficientes para salas de aula on-line. Porto Alegre: Artmed Editora, 2002.

PETERS, Otto. Didática do ensino a distância. São Leopoldo, RS: Editora Unisinos, 2001.

SILVA, Marcos (Org.). Educação Online: teorias, práticas, legislação, formação corporativa. São Paulo: Loyola, 2003.

28 comentários para “OS NOVOS ESPAÇOS DE ATUAÇÃO DO EDUCADOR COM AS TECNOLOGIAS”

  1. Pedro José Sanches de Souza disse:

    Acredito muito em tudo isso relatado no artigo, mas ainda vejo a formação do professor frente as tecnologias aquém de um processo tão fantastico e dinâmico quanto ao relatado. Acredito que isso já acontece em grandes centros universitarios, laboratórios preparados para receber o aluno, aulas virtuais em uma relação direta com as aulas presenciais, mas, gostaria de ver isso acontecendo na escola pública, detentora de grandes massas que não tem possibilidade de acesso e que tecnologias chegam mas, não são utilizadas em função da burocracia e quando podem ser, estão obsoletas. Vejo a necessidade de um trabalho conjunto entre universidade e escola pública para que possamos não apenas garantir o acesso, mas também a permanência com qualidae usufluindo dos beneficios que a tecnologia pode nos trazer.

  2. Ramon Orlando de Souza Flauzino disse:

    Algumas pessoas indagam se com o surgimento das tecnologias o professor perdeu sua função. Moran, no artigo acima, nos mostra que é justamente o contrário. Com o advento das tecnologias surge a demanda de um profissional dinâmico que esteja disposto a aprender a aprender, pois a cada dia surgem novos recursos. Há também uma mudança de paradigmas, pois o aluno que permanecia quase sempre receptivo ao conhecimento, tem muito a dizer e a participar, pois nasceu em um mundo em que se “clica” conforme DON TAPSCOTT. Para os educadores que simplismente transmitem o conhecimento as tecnologias pode estar sendo uma concorrente, mas para os visionários que acreditam que a aprendizagem é influenciada pelos recursos disponíveis, surge um fantástico universo de possibilidades.

  3. maria tereza vieira gavazzi disse:

    O relato feito po José Manuel Moran em seu artigo nos leva a sonhar com a melhoria da qualidade na educação oferecida, ainda hoje, em nossas universidades e escolas públicas. Mas ainda estamos longe de garantir o acesso as novas tecnologias a todos, bem como, um currículo flexibilizado que integre de forma criativa e inovadora, o tempo de presença física e o tempo de aprendizagem virtual, oportunizando os alunos a aprenderem de muitas formas e em lugares diferentes.
    Precisamos de profissionais competentes e motivados para que se atualizem e utilizem as ferramentas disponíveis na era digital.

  4. Marinice Ramos Martins disse:

    Não sei se estou certa, mas acredito que o ensinamento em sala de aula, passa a ser uma continuidade do ensinamento virtual. O aluno pesquisa, se relaciona, se arrisca virtualmene e na sala de aula,passa a ser um multiplicador sobre o assunto abordado, com o gerenciamento do professor.

  5. HOLDRIN MILET BRANDAO disse:

    O ensino virtual EAD está ajudando muitos alunos a se expressar melhor, que em publico não conseguiam se expressar, diferente do ensino presencial, onde muitos alunos terminam o curso e levam junto algumas dúvidas que surgiram no ambiente academico e que no momento da dúvida, o aluno ficou com vergonha do grupo por pensarem que a pergunta não era coerente.

    Muitos alunos do ensino presencial tem essa dificuldade, diferente do ensino virtual.

  6. JOSELINE MARIA SOUSA NASCIMENTO disse:

    A Internet favorece a construção cooperativa e colaborativa, o trabalho conjunto entre professores e alunos, próximos física ou virtualmente. Podemos participar de uma pesquisa em tempo real, de um projeto entre vários grupos, de uma investigação sobre um problema de atualidade.

    Uma das formas mais interessantes de trabalhar hoje colaborativamente é criar uma página dos alunos, como um espaço virtual de referência, onde vamos construindo e colocando o que acontece de mais importante no curso, os textos, os endereços, as análises, as pesquisas. Pode ser um site provisório, interno, sem divulgação, que eventualmente poderá ser colocado a disposição do público externo. Pode ser também um conjunto de sites individuais ou de pequenos grupos que se visibilizam quando os alunos acharem conveniente. Não deve ser obrigatória a criação da página, mas incentivar a que todos participem e a construam. O formato, colocação e atualização pode ficar a cargo de um pequeno grupo de alunos.

    O importante é combinar o que podemos fazer melhor em sala de aula: conhecer-nos, motivar-nos, reencontrar-nos, com o que podemos fazer a distância pela lista - comunicar-nos quando for necessário e também acessar aos materiais construídos em conjunto na home-page, na hora em que cada um achar conveniente.

    É importante neste processo dinâmico de aprender pesquisando, utilizar todos os recursos, todas as técnicas possíveis por cada professor, por cada instituição, por cada classe: integrar as dinâmicas tradicionais com as inovadoras, a escrita com o audiovisual, o texto seqüencial com o hipertexto, o encontro presencial com o virtual.

    O que muda no papel do professor? Muda a relação de espaço, tempo e comunicação com os alunos. O espaço de trocas aumenta da sala de aula para o virtual. O tempo de enviar ou receber informações se amplia para qualquer dia da semana. O processo de comunicação se dá na sala de aula, na internet, no e-mail, no chat. É um papel que combina alguns momentos do professor convencional - às vezes é importante dar uma bela aula expositiva - com mais momentos de gerente de pesquisa, de estimulador de busca, de coordenador dos resultados. É um papel de animação e coordenação muito mais flexível e constante, que exige muita atenção, sensibilidade, intuição (radar ligado) e domínio tecnológico.

  7. maria izildinha palin disse:

    Vivemos num mundo globalizado onde a tecnologia está cada vez mais avançada. nós como educadores devemos utilizar a tecnologia a nosso favor, de modo a transformar a sala de aula num atrativo cada vez maior ao aluno, ou seja, o mundo fora da escola é uma vitrine atrativa para o aluno, sendo assim, o educador deve se utilizar de diversos recursos tecnologicos para que a escola seja tão atrativa quanto o mundo que nos cerca, para enfim, tranportar o interesse do aluno para dentro da sala de aula.
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  8. Carolina hernandes felisberto disse:

    Acredito que a EAD é uma grande conquista para nos alunos e professores. É importante o uso dessa tecnologia desde que tenha professores capacitados para utilizar essa ferramenta contribuindo para uma melhor aprendizagem de seus alunos, ensinando a fazer pesquisas, tornando os alunos mais participativos atraves de foruns, pois muitos alunos são timidos demais para falar para todos da sala e atraves de foruns e chats ele tem a possibilidade de se expressar.
    Atraves desses recursos tecnologicos os professores tornam suas aulas mais atrativas e preparadas, ricas de informações a disposição no decorrer das aulas.

  9. Marcia Regina Azolini disse:

    O ensino virtual ajuda para que todos os alunos possam se expressar com igualdade, mesmo os mais tímidos. No ensino presencial, muitos alunos não têm coragem de perguntar suas duvidas, não se sente seguro e acaba saindo do curso com duvidas e não aprendendo o necessário. No ensino virtual isso não acontece.
    A tecnologia está cada vez mais avançada e desse modo podemos ter melhores resultados no ensino. Como por exemplo, em uma aula de geografia, não precisamos ficar só nos livros e no que o professor diz, podemos navegar e conhecer profundamente sobre os assuntos que estamos estudando.

  10. Tírza Porto Azambuja Verri disse:

    Há pouco tempo atrás não conseguia perceber, para mim, o valor de cursos a distância ou o estabelecimento de relações interpessoais via web, carecia do olho no olho, do contato físico. Foi através da participação em cursos como este que desfiz, felizmente, minha afirmação anterior e passei a conceber estas experiências como um espaço que possibilita a participação democrática, a proximidade com a diversidade de sujeitos, aqui especialmente alando, dedicados a educação, além do real estabelecimento de vínculos intelectuais e até mesmo afetivos. Com isso quero enfatizar a necessidade de como educadores, descartarmos idéias pré-concebidas, temores as novidades e nos permitir aprender, sempre, todo dia um pouco mais. Longe de jogar saberes fora ou engolir as novidades sem a necessária digestão, acredito na permeabilidade, na mescla, nos movimentos constantes de de ida e volta, entre o que somos com o que desejamos ser.

  11. glécia reis lacerda disse:

    É de suma importância o Ensino a Distância, pois proporciona inter- relação via web, por um determinado grupo de pessoas. Além disso, favorece na elaboração de trabalhos feitos por professores juntamente com os alunos, levando a conhecimento de muitos a tecnologia atual. Mas para um bom desenvolvimento de tal proposta, é preciso que professores se atualizem para que não sejam banalizados por não saberem usar ou conhecer o instrumento a ser utilizado, a comunicação e pesquisa, são elementos essenciais para adequação ao novo sistema. Podemos participar de uma pesquisa em tempo r – pesquisar, comunicar-nos e divulgar as produções dos professores e dos alunos.

  12. Janaina Cristina Frigato disse:

    Atualmente as EADs vêm ocupando um espaço cada vez maior, e com grande aceitação dos estudantes é claro que ela não agrada a todos mas com o passar dos tempos ela tem se firmado dentro dos centros educacionais.
    Os novos espaços educacionais querendo ou não tem que acompanhar as novas tecnologias que dia após dia estão se evoluindo e tomando conta de todo o espaço, o profesor precisa estar atento para não ficar para tráz é preciso fazer com que o aluno em sala de aula interaja com essas novas tecnologias, a escola deve fornecer meios para que isso aconteça e estiomule o professor cada vez mais uzufluir dessas tecnologias.
    Através deste modo fica bem mais fácil a compreensão do aluno sobre o conteúdo que está sendo ensinado, pois através de chat, forúns, e-mail entre outros o aluno consegue ter uma visão mais ampla do assunto podendo tirar dúvidas, acrescentar argumentos, defender pontos de vista e pesquisar em tempo real o que está sendo noticia aqui no Brasil e no Mundo.
    Mas para que tudo isso aconteça a escola e principalmente o professor devem estar abertos a essa proposta pedagogica interativa par que realmente aconteça de forma que a aprendizagem dos alunos alcançe os objetivos esperados.

  13. Rosângela S. V. Paula disse:

    O uso de tecnologia para auxiliar no processo educativo é irreversível. Considero também que, com todas tecnologias disponíveis para a população, incluindo os alunos, a utilização na sala de aula é muito importante por ser uma ferramenta atual, facilmente acessível aos jovens e de seus interesses.
    Para que a tecnologia possa ser utilizada na escola e no processo pedagógico, deve haver capacitação dos professores para tal, de forma que ela seja utilizada em benefício de todos.

  14. ESTEVÃO MENEZES DA SILVA disse:

    A tecnologia, seu avanço e sua importância para a educação são óbvios, pena que há tanta limitação por parte da maioria das escolas em fazer a aquisição de tecnologia simples (digo de escolas públicas, da qual é a realidade que conheço), como um projetor de imagem e vídeo. A tecnologia tem a possibilidade de inovar e melhorar a educação, criando novos espaços, difícil é lutar contra a falta de interesse e resistência de profissionais e políticos acomodados.

  15. Cinara Fátima de Ávila disse:

    A realidade ainda se encontra muito distante. Mas, temos de começar com o pouco que temos. Nossos alunos não tem computadores conectados em casa. Para atividades virtuais os professores teriam que criar momentos na escola para passar as atividade e oportunizar aos alunos que as façam também na escola. Não temos condições de ficarem o dia todo. Seria uma outra saída. Temos poucos computadores. Vejo resistência dos próprios professores, que se acomodaram em relação a busca de novas práticas, principalmente a novas tecnologias. Professores que mal possuem e-mail e quando possuem não acessam.
    Devido o baixo salário do professor ele trabalha carga horária extensa dificultando as vezes que ele prepare aulas de melhor qualidade. Para gerenciar espaços presenciais e virtuais ele precisa desse tempo para preparar, organizar as discussões em fóruns, se for o caso, montar webquest, orientar sites de pequisas, se montar um wiki ou blog tem que ter tempo para ler e comentar sobre os depoimentos ou dúvidas que surgirem, socializar também no virtual, enfim além de material para aula presencial teria também que preparar para os momentos virtuais.
    Para que ocorra a flexibilização do currículo o professor tem que ter um salário digno para ter condições de fazer um bom trabalho e conciliar com o sustento de sua família.

  16. Marisa Gonçalves de Almeida Santos disse:

    Um texto muito bem escrito e bem argumentado. Mas senti como se estivesse lendo um romance, ou um conto de fadas, terras de Peter Pan, Alice no País das Maravilhas. Entendo cada colocação, cada ponto exposto, O sonho de todo educador é poder mentorear uma sala de aula, com a ajuda da tecnologia. Analisemos, ter mais tempo para a reflexão, para o preparo dos Projetos de Aprendizagem, do Planejamento e quem sabe, até sobrar um tempinho para um cafezinho menos corrido com os amigos, a fim de compartilhar o progresso da turma. Quem não sonha com tudo isso??? Mas me parece meio utópico, escolas perfeitas, país perfeito (Republica-Platão???), tenho que fazer uma força sobrenatural para tentar alcançar tal pensamento. Geralmente palestras e seminários, reúnem centenas de pedagogos em um grande salão para ouvir a exposição de alguém que consideram acima das expectativas, o que trará e levarão soluções mágicas as vias de fato. Com sua retórica muito bem feita, ele começa a explanação, sempre com ares positivos, “isso vai acontecer”, ”aquilo vai mudar”, etc, etc. Lá pelas tantas, quando aquela pedagoga sanguínea, levanta o braço e pede satisfação de algum item já falado em palestras atrás, ele dá um largo sorriso, enrola com palavras técnicas nada coloquiais, bem a estratégia de uma retórica, e não responde nada, nadinha! Fica por isso mesmo, discurso para grego ouvir, somente. Os professores estão cansados, eles nunca mais irão parar de estudar, porque aprender, isso fazemos a cada minuto, de buscar conhecimentos, técnicas novas, as exigências do momento exigem. Do contrário, fica para trás, é chamado de retrógrado e outros adjetivos, e é lançado ao banco e substituído por uma recém-formada, ainda cheia de sonhos.
    Existem vários pontos nevrálgicos nesse discurso. Mas vou tentar citar alguns apenas.

    “Os alunos reclamam do tédio de ficar ouvindo um professor falando na frente por horas, da rigidez dos horários, da distância entre o conteúdo das aulas e a vida”.

    O tédio faz parte da natureza humana, hoje tudo é novidade, amanhã estará atirando teclados à parede, com outras reclamações. Realmente, admito que não seja fácil ouvir horas seguidas, professores parecendo um vinil antigo na vitrola, isto é, repetindo igualzinho tudo que esta no material didático, e cobrando sempre notas dos alunos. Ninguém deseja isso para si, é terrorismo e coação velada de interesse pelo futuro daqueles. O Brasil ainda está aquém de ter uma escola ideal, professores ideais e alunos ideais. Seria necessário voltar o tempo e recomeçar a educação no país, mas primeiramente começando dentro da própria casa, e não estou querendo dizer, sobre pais que devem castigar seus filhos não, estou falando da compreensão, do amor, do lado humano a ser trabalho, a partir do planejamento d e um casal, a fim de ter filhos. É necessário começar a historicidade de vida, positivamente em todos os aspectos. A educação tem que ser partilhada com os pais desde cedo. Somente desta forma, poderíamos ter escolas que os mereçam e alunos que mereçam estar dentro das escolas. Os professores estão se desdobrando, como foi bem colocado, mas o desanimo é geral em decorrência de baixos salários e muita cobrança, e poucos recursos repassados pelo governo, às escolas. Muitas vezes recebem estímulos como: trabalhem com reciclagem, jornais, revistas velhas, guache, use a criatividade, ou, leve-os a biblioteca, pegue alguns filmes (muitas vezes já antigos), passem para os alunos, crie algo em cima, problematize questões, e o verniz de novidade? Muito bem dito, tem que ter afinal, uma pitada de algum Power point, isso é, se o equipamento, não estiver sendo usado por outra classe. Poucos recursos…muitos sonhos…Nossos jovens estão sofrendo por causa da política.Tudo faz parte de estratégias, palanques eleitorais.Professores e alunos são vítimas de guerras econômicas e de poder.

    “Ensinar e aprender estão sendo desafiados como nunca antes”

    Realmente, não são por falta de professores bons nãos. São competentes, dedicados, com muito jogo de cintura e otimismo, mas estão sendo dia a dia vencidos pela máquina, pela correria desacerbada atrás de saber mais em menos tempo. Ninguém tem mais tempo. É hora de pararmos e refletirmos, a tecnologia está aí, não há mais retorno, mas os homens continuam sendo homens. Educadores e pedagogos já possuem conhecimento, o restante, é ficar antenado, é a evolução normal do dia-a-dia, nas noticias, jornais, revistas, recomeçar uma nova história, mas sem descartar o começo. Nestas horas, gosto muito do meu teclado e do meu Word para escrever o registro de memórias. só preciso dele e nada mais.

    Associe a tudo isso um muito de humanidade, poesia, literatura, e dramatização da própria vida do ser.

  17. Roseli Prudente disse:

    Acho interessante a Escola proporcionar aos alunos o contato direto com a infomática, desde que conscientize eles a usá-la corretamente, pois hoje tudo se tem e pode se vê na Internet.
    O curso à distância proporciona ao cidadão oportunidade de estudo.
    Hoje vejo a escola como aluno- professor e máquina.

  18. Sandra Pellicciotta disse:

    Concordo com a Mariza, o texto apesar de bem escrito ainda falta bastante para nossa relidade, porém acho que podemos utilizar a informática como meio para melhor a qualidade do aprendizado. Conseguimos interagir de forma bem mais ampla com os alunos.

  19. VALDILENE DE LIMA RIBIRO disse:

    O texto nos mostra a realidade que s professores estão envolvidos, depende dele utlizar este meios de forma significativa, mas para isto também precisam de qualificação inovedora , pois muitos não sabem se interagir com mídias para preparar suas aulas .O que conseguem dinamizar as aulas com telas digitais é os que já conheciam estes recursos porque tinham em casa e se interagem facilmente.Então penso que os professores devem ter oportunidades de curso sobre este temas, e ajudá-los sobre suas dificuldades.

  20. Marisa Gonçalves de Almeida Santos disse:

    A pedagogia deveria transcorrer paralela com as especializações em Tecnologia Digital.

  21. valcilene oliveira da silva disse:

    Tendo conciência de que o novo é estranho, incomoda, temos que assumir com maturidade a realidade em que vivemos, encarando as novidades como novas possibilidades de ação, compreendendo o processo e as dificuldades de adaptção como normais de qualquer situação nova. A educação deve sintonizar-se na contemporaneidade porque preparar ciadadãos para viver o presente, a realidade-mundo que nos cerca, sendo capaz de compreender criticamente e agir conscientemente na construção da história.
    O temor e a desconfiança dos educadores a respeito utilização das TIC na escola, resulta da falta de uma formação adequada que possibilite uma compreensão crítica dos mitos, possibilidades e limites destas, na sociedade e na escola.
    Ao contrário do que alguns imaginam, em vez de substituir o educador, as TIC reforçam e ampliam seu papel, na mediação do conhecimento, uma vez que permitem extrapolar os limites do espaço e do tempo escolar.
    Através das diversas mídias disponíveis e da rede mundial de computadores é possível fazer com que a interação dos estudantes com o conhecimento se torne mais intensa, diversificada e produtiva.
    Ao educador cabe a tarefa de repensar a prática pedagógica de modo que o planejamento das atividades estimule a interação dos estudantes com uma infinidade de mídias e com as mais diversas pessoas conectadas à rede (no mundo inteiro), possibilitando a troca de aprendizagens e a produção colaborativa do conhecimento.
    Mas é necessário considerar que, além do interesse e da formação dos educadores para transformarem suas práxis, é preciso pensar na inclusão digital dos estudantes de classes populares, promovendo políticas públicas de acesso computadores conectados à internet, além de empreender mudanças no sistema educacional, de modo a superar estaticismo dos currículos e da organização do tempo-espaço escolar, possibilitando a criação de Ambientes Virtuais de Aprendizagem que possibilitem a aprendizagem colaborativa e permanente, para cursos à distância e/ou para melhorar a interação nos presenciais.

  22. Lucy Mirian Campos Tavares Nascimento disse:

    O ensino a distância é uma realidade, infelizmente muitos educadores sequer sabem o que significa a sigla EAD, por aí já se percebe o quanto ainda o sistema educacional, principalmente os cursos de formação de professores e a formação continuada, é precário em nosso país.
    Percebo mesmo em professores universitários, capacitados, uma prática distante do discurso pedagógico proferido por eles. Os quais apenas substituíram as velhas fichas amareladas pelo tempo, ou o retroprojetor pela multimídia e acham que atuam dentro de uma proposta inovadora e moderna.
    Vejo que os cursos/escolas/ professores que utilizam as novas TICS são aqueles que realmente acreditam na educação como instrumento de promoção pessoal e social. Como apontado por Moran, ensinar utilizando as TICS requer do professor “saber gerenciar vários espaços e a integrá-los de forma aberta, equilibrada e inovadora”.

  23. Thamyres Muriel de Castro lima disse:

    Tem um ditado que diz: “Água mole ,pedra dura, tanto bate até que fura”. Acho que se acontecesse na prática dos professores, a obrigatoriedade de novos recursos para uma aprendizagem eficaz,talvez muitos recursos seriam utilizados na escola,trocados por quadros cheios e muitos blá blá blá…A resistência da maioria dos professores a tecnologias inovadoras é enorme e triste!Só ficam na teoria.

  24. elzuila carneiro de castro disse:

    A utilização da TICS, torna-se urgente para a aprendizagem nas escolas.Cabe o professor colocar em prática o que ouve nas formações,cursos.Deixar os fantasmas, os medos de lado e tentar.Ser seguro,ao ser mediador em determinados momentos que está usando esses recursos.Todo o ser humano é capaz,oque falta é o primeiro passo.

  25. Márcia Buscariol disse:

    Nesta primeira década do século XXI estamos vivendo em um mundo digital onde a informação e as tecologias avançam muito rápido. Os computadores são de grande importância para armazenar e processar informações e estão presentes no dia a dia de cada pessoa seja no trabalho, em casa, na escola, nos bancos, etc… Em todos os lugares estamos em contato com as TICs que surgiram para melhorar a qualidade de tudo o que realizamos, com mais rapidez, já que vivemos neste mundo globalizado, onde a agilidade conta muito.
    Com a Internet à disposição de todos e com as facilidades de acesso, toda pessoa pode se aproveitar disso para se aperfeiçoar em seu campo de formação profissional, e em outras áreas.
    Com o surgimento dos EAD que se utilizam das TICs ficou mais prático para todos estarem se utilizando deste meio para buscarem mais aperfeiçoamento em todas as áreas profissionais, e com a mesma qualidade de um curso presencial. Cada sujeito busca de forma autônoma a sua própria formação e aperfeiçoamento.

  26. elisângela disse:

    Na sociedade contemporânea em que vivemos as tecnologias surgem como ferramentas para melhoramento das ações educacionais. Cabendo ao educador se aperfeiçoar na área para que possa desenvolver suas aulas com competência.

  27. priscila.silva disse:

    com o avanço das tecnologias do sec.XXI, nada mais justo em avançarmos também tecnologicamento na sala de aula

  28. Rosilene disse:

    Para nos mantermos aptos ao trabalho, precisamos nos aperfeiçoar a cada dia, buscar novas formações pois com a competitividade no mercado de trabalho, não podemos nos acomodar com o que sabemos, mas nos apropriar de novos saberes e com isso crescermos profissionalmente e consequentemente, como pessoa.

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