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INCLUSÃO SOCIAL: A QUEM E A QUE SE REFERE?

 

Os profissionais que oferecem atendimento à pessoa com necessidades educacionais especiais, nos mais variados enfoques que a intervenção exige, deparam-se hoje, em nosso País, com a proposta de inclusão social dessa população em todos os cenários das relações sociais comumente disponíveis para o exercício da cidadania nos moldes da cultura vigente. A disseminação dessa ideologia tem ocorrido através dos meios de comunicação atuais, da literatura na área do específico conhecimento e dos debates direcionados principalmente à formação do professor no âmbito geral da ação educacional.

As discussões sobre o tema abrangem a todos, desde profissionais, familiares e pessoas próximas desses indivíduos até aqueles mais distantes do seu convívio diário. Trata-se de algo que deve ser conduzido com o envolvimento de cada um de nós nas mais simples experiências de encontro cotidiano.

Mas, afinal, do que estamos falando? O que devemos entender por inclusão social?

A inclusão social diz respeito a todos os grupos minoritários da população aos quais as oportunidades de acesso social são, via de regra, negadas de forma sutil ou declarada.
Nessa perspectiva, a inclusão social denuncia todo e qualquer preconceito que se apresente na forma de linguagem ou ação ou que fira a dignidade da existência humana.

Inclusão significa uma nova forma de estar no mundo. Firma-se no propósito do reconhecimento do direito irrestrito de vida de todo ente humano, marcando um novo estágio de cognição social na história da civilização. Consiste na ordem de flexibilidade e de abertura em todos os segmentos da vida coletiva organizada. É um preceito social de natureza ética. É a valorização do desigual. É a plenitude da identidade pessoal com a consciência da alteridade. É a transcendência psíquica no plano filogenético e ontogenético. É a libertação do egocentrismo. É um estado de epifania cultural que vislumbra a competência de cada um de seus membros na construção de uma sociedade desejável e possível. É um indício de evolução da espécie humana rumo a níveis de ação mental superiores. É, em suma, resultado de um exercício da inteligência que caracteriza o ser humano como ser social.

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